domingo, 21 de dezembro de 2014

Histórico de Carlos Persch



Histórico elaborado por Orestes Josué Mallmann com o objetivo de homenagear Carlos Persch com nome de Rua em São Bento, Cruzeiro do Sul - RS, em agradecimento pelos serviços prestados aos moradores e comunidade.


Carlos Persch nasceu em 10 de Agosto de 1909, em São Bento, no então município de Lajeado – RS, atualmente Cruzeiro do Sul, filho de José Persch e Katharina Josefina Arnhold

O pai José Persch veio de Bom Princípio – RS, antes de 1895, e estabeleceu-se na antiga Fazenda São Bento. O irmão de José, Antônio Persch veio antes de 1882 para Cruzeiro do Sul, residindo em 1890 em São Rafael. Antônio nasceu em 1856, em Bom Princípio, era lavrador e foi o primeiro professor da Escola Particular de 1º Grau de São Rafael.

José Persch foi um dos pioneiros de São Bento, assim como, as famílias Mallmann, Bohn, Kolling, Weiler, Olbermann, entre outras. Adquiriu ali grande quantidade de terra, construindo em 1917 sua permanente residência. Quando a casa estava quase pronta, José Persch teve uma infelicidade em sua vida. Perdeu sua mulher Katharina Josefina Arnhold, falecida em 28.11.1917, aos 44 anos de vida, deixando filhos pequenos. Quando adoeceu, familiares e vizinhos teria carregado-a em uma cama-maca até Estrela - RS, a procura de tratamento. Os filhos pequenos teriam subido várias vezes no morro próximo de casa para avistar Estrela, onde a mamãe estava hospitalizada. De lá não retornou mais viva. Ela havia nascido em 01.03.1873, em Bom Princípio. O casal teve 11 filhos.






Casa da família Persch construída em 1917 na localidade de São Bento – Cruzeiro do Sul. Foto de Orestes Mallmann (2013).    

A casa foi construída e habitada por José Persch. Mais tarde, passou a ser do filho Carlos Persch, do neto José Roberto Persch e do bisneto Sidnei Antônio Persch. Atualmente (2013) não está ocupada.

José Persch era uma pessoa teimosa. Não se deixou fotografar. Casou-se em segundas núpcias com Anna Braun, nascida Birck, tendo mais uma filha. Ela era viúva de João Braun. Nasceu em 03.08.1887, e faleceu em 31.03.1961. Está sepultada no Cemitério Católico Velho de Lajeado.

O pioneiro Persch faleceu em 01.09.1936, aos 68 anos de vida. Ele havia nascido em 31.07.1868, em Bom Princípio – RS. O casal, José Persch e Katharina Josefina Arnhold, está sepultado no Cemitério Católico de São Bento – Lajeado.


Família de Carlos Persch

Carlos Persch, com 25 anos, casou-se (civil) em 14 de Setembro de 1934, na então vila de Santa Clara do Sul, com Sibila Friedrich, com 22 anos de idade.

Sibila Friedrich nasceu em 05.03.1912, em São Bento, batizada na Igreja Matriz Santo Inácio de Lajeado, filha de José Friedrich e Regina Schneider, residentes em São Bento – Lajeado. Neta paterna de Valentim Friedrich e Elisabeth Kranz, residentes em São Bento – Lajeado. Neta materna de Mathias Schneider e Catharina Zimmer, moradores de São João do Montenegro.

Foto do Casamento de Carlos Persch e Sibila (Friedrich) Persch. Foto: Arquivo Particular de José Roberto Persch.



Registro Civil de Casamento de Carlos Persch e Sibila (Friedrich) Persch. 
Registro: Arquivo Particular de José Roberto Persch.

Consta no registro de casamento que Sibila Friedrich nasceu em 13.03.1912, mas o correto é 05.03.1912.

O casal residiu na casa da família Persch, construída em 1917 por José Persch, na localidade de São Bento – Cruzeiro do Sul. Viveram 34 anos em feliz matrimônio, tendo os seguintes filhos:

1. Alípio Persch (faleceu criança)
2. Terezinha Persch (casada com Pedro Führ)
3. Hildegard Persch (faleceu criança)
4. Isolde Persch (viúva de Guido Rodolpho Hickmann)
5. Roque Persch (casado com Lúcia Dessoy)
6. José Roberto Persch (casado com Warna Ursula Dessoy)
7. Carlos Adelino Persch (casado com Hede Maria Schorr)
8. Natália Leocádia Persch (casada com Guido Willibaldo Andres)
9. Nelmo Aloísio Persch (casado com Ilse Maria Mallmann)
10. Ana Valéria Persch (casada com Romeo Inácio Schorr)


Família de Carlos Persch e Sibila (Friedrich) Persch
Da esquerda para direita. De pé: Natália Leocádia, Carlos Adelino, Terezinha, José Roberto, Isolde e Roque. Sentados: Nelmo Aloísio, Carlos Persch, Sibila Friedrich e Ana Valéria. 
Foto: Arquivo Particular de José Roberto Persch.

Residia também com eles Theobaldo Friedrich, irmão de Sibila (Friedrich) Persch.

Profissões de Carlos Persch

Além de agricultor, trabalhador que cultivava sua grande propriedade, Carlos Persch também foi veterinário. Fez longas viagens para chegar até os animais doentes. Em alguns casos, os animais eram trazidos até São Bento para Carlos recuperá-los. Fazia de tudo. Tinha também conhecimento em ervas. Como veterinário, era conhecido em toda região.

Carlos Persch foi também aquela pessoa que os moradores procuravam ou chamavam quando alguém fraturava o braço ou perna. Era ele que tratava o enfermo até sua recuperação. Foram vários. Até os próprios filhos.

Não tinha muito estudo. Somente freqüentou as séries iniciais. A esposa Sibila teria lhe ajudado muito, pois ela havia estudado na escola de freiras em Santa Clara. Carlos lia freqüentemente livros de médicos trazidos da Alemanha.

Sempre estava ligado com a comunidade, disposto a ajudar. Ajudou na construção da Igreja Católica Três Mártires de São Bento – Lajeado.

Também serviu o Exército – Tiro de Guerra, e foi um dos primeiros sócios da Sociedade Coop. Resp. Caixa Rural U. P. (Sindicado Rural).




















Carteirinha de Sócio de Carlos Persch e Sibila (Friedrich) Persch.
Registro: Arquivo Particular de José Roberto Persch.


Falecimento

Carlos Persch faleceu em 19.10.1968, após muito sofrimento, aos 59 anos de vida, em sua casa. Havia sido hospitalizado no Hospital São Roque, em Lajeado, mas sua doença não tinha mais tratamento. O médico sugeriu ele passar os últimos dias de vida em sua casa. Deixou a esposa Sibila (Friedrich) Persch e 7 filhos.

Registro de Óbito de Carlos Persch.
Registro: Arquivo Particular de José Roberto Persch.

Após 34 anos viúva, faleceu Sibila (Friedrich) Persch, aos cuidados do filho José Roberto Persch, em 29.03.2003, com 91 anos de vida, deixando numerosa descendência.

O casal descansa no Cemitério Católico de São Bento, Lajeado.

A família Persch doou parte de sua terra para abrir a atual Estrada Geral e atual Rua Carlos Persch. Com a abertura desta última estrada as famílias Persch e Mallmann não se entenderam, pois, como a estrada seria aberta na divisa das terras Persch e Mallmann, caberia as duas doar parte de suas terras, mas isso não aconteceu. A família Mallmann não doou parte de suas terras. A rixa dos pioneiros Persch e Mallmann não durou muito tempo, pois, filhos e netos dessas famílias casaram-se entre si. Um novo desentendimento entre as famílias ocorreu na denominação dessa estrada.


FAMILIA PERSCH EM CRUZEIRO DO SUL

Teriam chegado a São Leopoldo - RS no dia 05.09.1846, vindos de Kirchenbollenbach, Alemanha, Franz Jacob Persch, viúvo, e os filhos Elisabeth e Jacob Persch. Era viúvo de Maria Katharina Stein, falecida 1843 na Alemanha.

A filha Elisabeth Persch casa-se em 1846 em São Leopoldo com Peter Kunzler. Jacob Persch estabeleceu-se em Bom Princípio, onde faleceu. O viúvo Franz Jacob Persch teria retornado para a Alemanha em 1850, onde faleceu.

Jacob Persch nasceu em 20.06.1830 em Kirchenbollenbach, Alemanha. Casou-se em 17.09.1852 em São Leopoldo com Anna Kunzler, filha de Jacob Kunzler e Susanna Koller. Talvez Anna Kunzler era irmã de Peter Kunzler.

O casal, Jacob Persch e Anna Kunzler, faleceu em Bom Princípio. Tiveram no mínimo 14 filhos, entre eles:

-         Antônio Persch veio antes de 1882 para Cruzeiro do Sul. Residia em 1890 na Picada São Rafael. Antônio nasceu em 06 de Novembro de 1856, em Bom Princípio, era lavrador e primeiro professor da Escola Particular de 1º Grau de São Rafael. Casou-se em Elisabeth Lottermann, com que viveu 53 anos em feliz matrimônio. Tiveram 14 filhos, dos quais sete faleceram ainda criança. Professor Persch faleceu em 04.07.1932, depois de pouco tempo doente, em São Rafael. Está sepultado no Cemitério Católico de São Rafael, Cruzeiro do Sul. Em 1932 o casal tinha 59 descendentes.

-         José Persch foi um dos pioneiros de São Bento, Cruzeiro do Sul. Nasceu em 31.07.1868, em Bom Princípio – RS. Casou-se primeiramente com Katharina Josefina Arnhold. Tiveram 11 filhos. São os pais de Carlos Persch. Em segundas núpcias, casou-se com Ana Birck.











Fontes de pesquisa:


Cemitérios das Colônias Alemãs do Rio Grande do Sul (1895) – Werner Mabilde Dullius e Hugo Egon Petry.

Imigrantes Alemães (2005) – Gilson Justino da Rosa.

Cruzeiro do Sul e Sua História (2010) – José Alfredo Schierholt.

Relação dos Eleitores de 1890

Mallmann
Arquivo Particular de Orestes Mallmann.

Persch
Arquivo Particular de José Roberto Persch.

Depoimentos:
- Ivo H. Stürmer
- José Roberto Persch
- Roque Persch
- Terezinha (Persch) Führ

Demais colaboradores:
- Benno Lermen
- Cristiano Schneider

domingo, 25 de maio de 2014

Genealogista Pedro Almiro Fauth


Os genealogistas choram pela perda de uma pessoa amiga, alegre, sempre disposta em ajudar com seu BD - Banco de Dados. 

Partiu na noite passada o amigo Pedro Almiro Fauth, um dos maiores genealogista do sul do Brasil. Pedro não media esforços para ajudar todos nós pesquisadores. Além disso, era um "companheiro de cemitérios”.

Passamos momentos felizes juntos, fazendo aquilo que mais gostávamos: Pesquisar, pesquisar e pesquisar...



Na foto, Pedro Almiro Fauth (PAF) ao meu lado direito, com demais colegas do GenealogiaRS indo visitas o cemitério abandonado de São Rafael. 



Deixo aqui minha homenagem ao amigo e colega genealogista PAF.

Descanse em paz.

Pedro Almiro Fauth

*21/03/1951 +25/05/2014

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

sábado, 1 de setembro de 2012


Fonte: http://www.st-goar.de/index.php?article_id=1552&clang=0

sábado, 2 de junho de 2012

Conhecendo a terra de meus antepassados Mallmann.

Queridos amigos!
Durante a semana, estarei postando algumas fotos e relatando a minha hospedagem em Hunsrück. Região onde viveram e emigraram meus antepassado. Tive a enorme oportunidade de conhecer a família Daute, sendo descendentes de Anna Maria Mallmann(casada com Michael Clemens) filha mais velha de Jakob Mallmann e Anna Maria Neubauer, sendo a única que permaneceu na Alemanha, seus irmãos, Johann Nikolaus Mallmann, Peter Mallmann e Philipp Mallmann emigraram em 1871 para o Brasil.
FOTO: Essa foto tirei quando estava indo com o trem ICE, a 250 km/h, a Boppard. Nela, mostra as plantações de uva, que dominam a região do Rio Reno e Mosel. Algumas montanhas são cobertas de parrerais de uva. Tudo muito lindo.
1º Dia conhecendo a Terra de meus antepassados Mallmann.

O que mais chama a atenção, é o Rio Reno, que embeleza toda a região. Sua curvas entre as montanhas, e os castelos belíssimos. Sendo muito usado para o transporte de cargas e embarcações com turistas. As montanhas são repletas de lendas. Sendo uma delas irei postar nas próximas fotos. A mesma foi contata por Walter Mallmann, prefeito da cidade de St. Goar, que visitei.
 
 
A primeira cidade que visitamos, eu e Engelbert, foi Karbach, onde nasceu Thomas Mallmann, o patriarca da família Mallmann, aproximadamente em 1550. Visitamos a Igreja de St. Quintin, e no final da tarde, passamos na casa do prefeito de Karbach, onde adquirimos o livro "Chronik Karbach", neste consta varias histórias sobre os Mallmann que residiram e residem nesta cidade.
Igreja St. Quintin
Tivemos a imensa sorte de encontrá-la aberta. A Senhora estava regando as flores, sendo a Senhora(que aparece na porta da Igreja) é casada com um Mallmann. A igreja foi construída entre os anos 1618 a 1648. No seu interior, consta a lista das vítimas do Weltkrieg/Guerra Mundial de Karbach, entre muitos, o nome de 5 Mallmann's. A Segunda  Guerra Mundial deixou sua marca em Karbach. A cidade era entorno da Igreja, destruída praticamente por completo na Guerra. Seus moradores a ergueram anos após, em outro local, mais próximo ao Rio Reno.

Norath
Onde nasceu Johann Nikolaus Mallmann(casado com Anna Krautkrämer), Peter Mallmann(casado com Margaretha Seibel), Philipp Mallmann(casado com Catharina Kasper), e o tio, Johann Peter Mallmann(casado com Elisabetha Adams). Todos emigraram para o Brasil.
Lá visitamos Mathilde, neta de Anna Mallmann e Michael Clemens. Anna é a irmã mais velha de Johann Nikolaus, Peter, e Philipp(citados acima) que permaneceu na Alemanha. A casa onde Anna e Michael residiam, não existe mais, deu lugar a outra residência, sendo na atual, Pe. Emilio Mallmann se hospedava, quando visitava familiares em Norath.
Anna Mallmann está sepultada no Cemitério de Norath, mas sua lápide não existe mais. Pois, na Alemanha, as lápides só podem permanecer 30 anos. Passado esse tempo, a pedra tumular é retirada, mas as restou mortais do falecido permanece no local. Anna descansa em frente a escada, logo na entrada do cemitério.
Norath não foi bombardeada na Segunda Guerra Mundial, somente a cidade vizinha, mas foi saqueada. Engelbert, irmão de Mathilde, lembra quando tinha quatro anos de idade, sua família permaneceu durante 3 dias e 3 noite dentro de um túnel, enquanto americanos saqueavam a casa.
FOTO: Interior da igreja de Norath, onde muito Mallmann's foram batizados, e casaram.



Blankenrath
No mesmo dia, fomos a Blankenrath, onde meu tataravô, Johann Peter Mallmann, casou com Elisabetha Adams. Johann Peter foi agricultor em Blankenrath, sendo em 1863, com a esposa, a sogra já viúva, os seis filhos, sendo o mais novo com 1 ano de idade, emigrou para o Brasil. Durante a longa viagem, perdeu um dos filhos, Cristian, faleceu as 10 anos em alto mar.
Eu e Engelbert, passamos também pelo cemitério daquela localidade, onde vimos que lá ainda permanece o sobrenome Adams.





 
St. Goar
Cidade movida pelo turismo. Fica a beira do Rio Reno. Onde visitamos o Prefeito Walter Mallmann. Walter é descendente de Johann Mallmann(*1640) e Elisabetha/Gertrud Veltens. 


 


Almoçamos no restaurantes do Castelo Rheinfels, onde tivemos uma visão panorâmica de St. Goar e do Rio Reno. O Castelo é o foco dos turistas. St. Goar também é muito conhecida pelo vinho, e pela lenda de Loreley.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Pe. Lodomilo Augusto Mallmann


     Pessoa de rara importância à grandiosa família Mallmann.

     Natural de Arroio do Ouro, em Estrela, filho de Annibal Mallmann e Maria Emília Knecht, de onde saiu ainda criança para o seminário. Em 1960, viajou à Europa para elaborar e defender tese de doutorado. Foi a preparação próxima para atuar como professor nas instituições de ensino superior da Ordem fundada por Inácio de Loyola. A estada, por vários anos, no Velho Mundo, despertou o desejo de desvendar as raízes da família Mallmann.
     Depois de muitos anos pesquisando, em 1994 publicou o livro A ORIGEM DA FAMÍLIA MALLMANN, o qual deu a oportunidade de conhecermos as raízes, e descendentes da imensa família Mallmann espalhada pelo Mundo.
     Ludmilo, como nome de batismo, atuou como professor na UNISINOS desde a criação da universidade. Foi chefe do Departamento de Teologia(1971 a 1979), chefe do Departamento de Filosofia(1976), diretor do Centro de Educação e Humanismo(1975/2 a 1985) e diretor da Biblioteca(1996 a dezembro de 2010). Fez parte do grupo de professores que ministrou aula para a primeira turma de Direito da universidade.
     Pe. Mallmann,  coube a iniciativa dos Encontros da Família Mallmann, e estava preparando um memorial, que seria exposto no VIII Encontro Internacional da Família Mallmann, a realizar-se em 08 de setembro de 2012, em Pinhalzinho/SC.
     
     Faleceu serenamente, aos 85 anos de idade, na manhã de domingo, 15 de abril de 2012, vítima de ataque cardíaco, assistindo a missa, em São Leopoldo, entre seus colegas jesuítas, após 65 anos de dedicação ao sacerdócio
     Segundo a decisão dos Padres Jesuítas, seu corpo será cremado, e suas cinzas serão depositadas no Santuário Padre Reus, em São Leopoldo.


Sábio é aquele que guarda na lembrança a história de sua vida e a 
de seus ancestrais e consegue integrá-la no presente com a
atenção direcionada para as surpresas do futuro.  
Pe. Lodomilo Augusto Mallmann